O icônico jogo Pac-Man nasceu no fim dos anos 1970, quando Toru Iwatani comia uma pizza de salame. Após tirar a primeira fatia, o designer de jogos japonês se assustou ao ver uma forma circular que parecia lhe encarar.
Se você pega uma pizza e tira um pedaço, o que sobra parece uma boca”, disse Iwatani à Wired em 2010, confirmando a veracidade dessa lenda urbana.
Observando seu prato engordurado, Iwatani certamente percebeu que estava diante do personagem perfeito para um videogame — uma máquina de comer incansável. E assim nasceu Pac-Man, que este ano comemora 45 anos desde seu lançamento original nos fliperamas.
No Pac-Man, o jogador controla uma bola amarela gulosa que precisa percorrer labirintos escuros e em constante mudança, comendo o máximo de moedas possível — tudo isso enquanto foge da Gangue dos Fantasmas, formada por Blinky (vermelho), Pinky (rosa), Inky (azul) e Clyde (laranja).
"Pac-Man [o personagem] foi criado para representar o conceito central do jogo, que é comer, da forma mais simples possível", explica Michiko Kumagai, gerente de licenciamento do personagem na Bandai Namco, editora do jogo.
"Pac-Man [o personagem] foi criado para representar o conceito central do jogo, que é comer, da forma mais simples possível", explica Michiko Kumagai, gerente de licenciamento do personagem na Bandai Namco, editora do jogo.
Originalmente chamado de PuckMan no Japão, uma referência à frase “paku paku taberu”, que significa fazer som ao mastigar enquanto come algo, Pac-Man é, segundo o Guinness Book (livro dos recordes), o jogo de fliperama com ficha mais bem-sucedido de todos os tempos.
O personagem continua sendo um símbolo duradouro até hoje, com a franquia gerando uma receita estimada de US$ 14 bilhões (R$ 76 bilhões), tanto em máquinas de fliperama quanto em dezenas de relançamentos para consoles domésticos. Os jogos já passaram por plataformas que vão do clássico Nintendo até o Xbox.
Nos últimos anos, Pac-Man também conquistou novos públicos com aparições especiais em animações de grande orçamento, incluindo “Detona Ralph” (2012) e “Pixels” (2015). Além disso, no mês passado, a Bandai Namco lançou o “Shadow Labyrinth”, um jogo que traz uma nova abordagem à clássica jogabilidade de Pac-Man.
Por que o jogo funciona tão bem
“Pac-Man é um dos símbolos do nascimento dos videogames para o público em geral”, afirma Peter Etchells, professor de Comunicação Científica da Bath Spa University, no Reino Unido.
Na versão original, os jogadores podiam correr freneticamente pelo labirinto sem pensar muito ou seguir o caminho feito pela maioria das pessoas na década de 1980: ler o manual "Como vencer no Pac-Man", que ensinava a memorizar centenas de padrões complexos dos labirintos e rotas ideais.
Esse tipo de preparação tática deixava o jogador pronto para competir nos campeonatos de Pac-Man — milhares foram realizados ao redor do mundo.
Na versão original, os jogadores podiam correr freneticamente pelo labirinto sem pensar muito ou seguir o caminho feito pela maioria das pessoas na década de 1980: ler o manual "Como vencer no Pac-Man", que ensinava a memorizar centenas de padrões complexos dos labirintos e rotas ideais.
Esse tipo de preparação tática deixava o jogador pronto para competir nos campeonatos de Pac-Man — milhares foram realizados ao redor do mundo.
Etchells destaca que a proposta de Pac-Man era bem menos movida à “testosterona” do que a de muitos outros jogos, e esse foi um dos grandes motivos para o sucesso.

